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Alunos de Medicina Veterinária fazem visita técnica ao setor de pecuária da Camda

Estudantes puderam conhecer uma série de inovações tecnológicas nas instalações da cooperativa

por Daniel Torres de Albuquerque




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Em visita técnica à Camda, estudantes de Medicina Veterinária da UniFAI puderam conhecer uma série de inovações tecnológicas nas instalações da cooperativa
Foto de Arquivo Pessoal

Acompanhados do Prof. Dr. Vagner Amado Belo de Oliveira, docente da disciplina Forragicultura e Pastagens, os alunos do 3º Termo do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI) visitaram no mês de abril o setor de Pecuária da Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina (Camda). A visita técnica contou com o apoio do coordenador do curso, Prof. Dr. Alexandre Wolf, como atividade de curricularização da extensão universitária.

Na oportunidade, os alunos foram recepcionados pelo diretor secretário da Camda, Gumercindo Fernandes, filho de um dos fundadores da cooperativa, e pela supervisora de Pecuária, a médica veterinária Evelin Camilo Gorelio, formada pela UniFAI, que fizeram uma breve apresentação histórica, técnica e de gestão da Unidade Produtiva Pecuária.

Eles também relataram problemas, soluções e o planejamento estratégico para melhor atender às necessidades dos seus cooperados no presente e em futuro próximo.

Os alunos puderam conhecer uma série de inovações tecnológicas, no enfoque da trilogia "tecnicamente correto, operacionalmente viável e economicamente rentável", discutida em sala de aula. Eles puderam ver as instalações para o manejo pecuário, a fábrica de ração com a moderna técnica da utilização do milho hidratado (tecnologia repassada inclusive aos cooperados que depositam lá o seu gado para engorda, denominado Boitel, com capacidade para engorda de mais de 2,5 mil animais, que lá permanecem de 90 a 100 dias).

A base da ração é produzida com milho hidratado a 40%, bagaço de cana-de-açúcar, farelo de amendoim e caroço de algodão (resultando em excelente alimento energético e proteico, acelerando o ganha de peso e rendimento de carcaça).

O milho, antes de ser misturados com os demais insumos para o " “hidrólise do amido do milho". "Os grãos são colocados em uma máquina embutidora de grãos hermeticamente fechada (em formato de enormes salsichões). Em um dia eles processam 90 toneladas de milho (triturado com 40% de água). O produto fica nas bolsas (tipo de silo) também para 90 toneladas (com o milho já quebrado e hidratado), por um período de pelo menos 60 dias (tempo suficiente para a fermentação por lactobacilos – SiloSolve® AS)", contou o Prof. Dr. Vagner Oliveira.

Outro foco da visita foi mostrar a diversificação de pastagens em piquetes para a criação em semiconfinamento, além da produção de grande quantidade de esterco bovino (ótima opção de adubação orgânica, material livre de contaminantes, p.ex. tiririca).

"Foi mais uma tarde de muito aprendizado prático discutido em sala de aula. Nossa gratidão à Camda, seus colaboradores e cooperados, alavancando o agronegócio brasileiro!", concluiu o docente.

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